Quem somos na era das redes sociais? Desafios e reflexões sobre o mundo virtual

O poder que as redes sociais têm sobre o nosso dia a dia me impressiona. Nelas, todos somos jornalistas, filósofos, fotógrafos, bonitos e donos da verdade. Política, religião, economia e até mesmo família e a forma de nos relacionarmos não serão mais os mesmos, depois desta era.

Somos empurrados para essa avalanche de informações que o nosso cérebro não consegue processar. Alguns que estão nas redes, não postam e nem curtem nada. Outros, só postam e não curtem. Outros, só curtem e não postam.

Uma análise necessária

Alguns, fazem tudo: postam, curtem, comentam, compartilham, batem papo. Outros, fazem a propaganda de seus negócios, outros, de seus candidatos, outros, de seu esporte preferido e outros, de sua crença.

Alguns adoram publicar desgraças, e outros, amam compartilhar esperança. Há os que nunca dizem quem realmente são, e outros, que se mostram demais. Há os que acreditam na sua lista de amigos e expressam sua depressão arriscando serem julgados ou ajudados. Outros, demonstram sua alegria sem medo de serem invejados.

Alguns, expõem seus corpos de forma narcisista. Outros, veem tudo isso e tiram suas conclusões em silêncio. Outros, já cansaram de tudo, que perderam até a senha. Uns selecionam bem os amigos e, mesmo assim, ainda não confiam em todos.

Outros, aceitam todos, indiscriminadamente, sem precisar confiar em nenhum, pois nada postam que os comprometa. Uns se perdem, e outros se acham! Estamos tão próximos, e ao mesmo tempo, tão distantes. Conhecemos o mundo inteiro, e não conhecemos a nós mesmos.

Quem é você nas redes virtuais

Eu vejo verdades, hipocrisias, ingenuidades, troca de status como se troca de roupa. Vejo incoerência, malícia, ironia, protestos e muita idolatria. Eu vejo Deus, ações, reações, motivações, julgamentos, isenções, calúnias, armações.

Mesmo aqueles que tentam mostrar quem não são, acabam dizendo quem são. Aqueles que dizem quem realmente são, pagam o preço de serem vistos como nunca foram. Parece filosófico.  E, se queremos nos relacionar com todos, temos que engolir cada deficiência e acreditar que essa ferramenta ainda pode fazer algo bom e durável numa sociedade anônima, mesmo com tantos nomes nas telas.

Se não queremos, podemos cortá-las da lista, mas elas continuarão existindo e incomodando os corações, mesmo que invisíveis aos olhos. Cada novo amigo que chega e cada ex-amigo que sai é uma possibilidade de sermos curados ou feridos diante dos nossos olhos através das telas.

O amor estendeu a sua mão para nos alcançar, mas o ódio e a maldade estão na mesma distância de nós. Que saibamos viver esse tempo sem perder a sanidade, a razão, o coração, sem perder a humanidade e com a intenção de evoluir e não regredir, de amenizar as dores, não as acentuar, de sermos melhores, não piores.

De respeitarmos as diferenças, e cada decepção seja um momento de sair dessa dimensão e entrar em oração. Que os bons relacionamentos sejam mantidos. E que os relacionamentos doentios sejam abandonados. Que aprendamos a viver no nosso mundo virtual, já que no mundo real quase não há mais habitantes!

Fale com Deus agora e tome uma atitude, de hoje em diante, a partir do que você acabou de ler!

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