Eu trabalhei no atendimento ao público de um hospital de reabilitação. Vi, todos os dias, pessoas chegando em cadeiras de rodas e com um certo tempo, saindo andando sem auxílio e muito agradecidas. Elas conseguiram se reabilitar, conseguiram recuperar capacidades que foram perdidas e algumas conseguiram se adequar a um novo estilo de vida, em situações que essas capacidades são irrecuperáveis.
Para trilhar esse caminho, é preciso muita paciência, persistência, foco. Além disso, é determinante o apoio familiar e a ajuda de profissionais competentes e sensíveis. O caminho é mais longo para uns do que para outros.
Os recursos que cada um dispõe para enfrentar esse desafio são diferentes. Ao deparar-se com a dor e a limitação, muitos pacientes podem achar que um evento os condenará a viver isso para sempre. É preciso ajuda emocional e psicológica para olhar o horizonte e acreditar que aquela fase vai passar.
A fase de depender de outras pessoas, de encarar dores insuportáveis, de fazer o que detesta e até de deixar de fazer o que ama. Os espinhos da reabilitação existem e afetam cada um de maneira diferente que não cabe julgamento alheio.
Assim como o corpo necessita de reabilitação, a mente também. E essa área é tão complexa quanto desconhecida para a maioria de nós. Em tempos de pós pandemia, as doenças mentais que talvez nunca se manifestariam, batem à porta de quase todas as famílias, gerando uma epidemia nem tanto silenciosa.
Os sobreviventes do vírus têm enormes desafios de reabilitação. Suas famílias terão que encontrar novas formas de lidar. Acontece o mesmo com os enlutados. A vida de todo mundo é empurrada para um processo de reabilitação sem aviso prévio.
Não temos muita alternativa, a não ser abraçar as incapacidades ou superá-las e abrir novos caminhos para conseguirmos dar passos para a frente.
Persevere e chegue onde você pode chegar
Eu não sei se você ou alguém que você ama precisa de reabilitação, mas acredite que um dia você ou quem você ama sairá contente do processo se abraçar a perseverança, a disciplina, a paciência. Tanto o dia bom quanto o dia mau passam.
Só precisamos entender, crer e sentir que Deus está conosco em todos os momentos e em alguns deles, a graça nos bastará. Quando perdas e limitações surgirem, e ainda que diante de orações insistentes nada mude, a graça será suficiente.
Enquanto estamos nesse corpo, seremos sempre testados e limitados. A vida nos pregará peças. Ainda assim, vale a pena confiarmos em Deus e crer em meio a todos os obstáculos.
Eu lembro da história de Nilda da Argentina. Ela não tinha um braço e descobriu que no céu ela será perfeita. Eu não sei o que você não tem, ou tem em excesso que lhe debilita.
Mas existe um lugar que você será como Jesus, sem necessidade de reabilitação pois viverá exatamente a perfeição. Esse lugar é o céu onde não haverá doenças, dores e nem morte. Tudo terá sido vencido. E enquanto estamos aqui, resta-nos experimentar a plenitude de Cristo, ainda que nosso corpo e nossa mente precisem de reabilitação.
Fale com Deus agora e tome uma atitude, de hoje em diante, a partir do que você acabou de ler!
