O Amor que você dá é o amor que receberá: a verdade sobre a colheita paterna

Um dia, eu precisei ir um chaveiro e presenciei uma cena que me emocionou e me ensinou muito. Era um senhor idoso e, enquanto eu esperava, lia dezenas de bilhetes que seu filho fez para ele declarando seu amor e carinho.

Alguns eram recentes, outros já estavam amarelados e empoeirados. Comecei a pensar que tipo de pai aquele homem era para receber tanto amor assim!

Não me contive e pedi permissão para tirar uma foto daquela parede que para mim, era mais que uma imagem, era uma mensagem, uma lição de amor. Ele permitiu e começou a me mostrar alguns álbuns e uma coleção de cartas que seu filho escreve para ele.

Eu fotografei apenas uma, dentre dezenas. Ele me disse que o seu filho havia passado em sua loja naquele dia para saber se ele havia tomado seus remédios, rotina na relação deles. Então, eu pensei: um pai que ama, que cuida, que se importa, que dá afeto ao seu filho, jamais deve se preocupar em cobrar amor.

Haverá uma retribuição voluntária e sincera de quem um dia foi amado e, mesmo adulto, continua se sentindo amado por seu pai idoso. Eu pensei em quantos pais estão abandonados e jamais saberão o que aquele pai sente todos os dias ao ser cuidado e amado.

Talvez, esses pais, jogados a própria sorte, não tenham ensinado nenhuma lição aos seus filhos, apenas a lição prática do abandono, do descaso, do desafeto, da indiferença, do desprezo!

Filhos aprendem a amar com seus pais ou, se não aprendem a amar, aprendem a ignorar. Não consigo me sensibilizar por histórias de idosos, a maioria homens, que estão abandonados em asilos.

É claro que toda regra tem exceção, mas a regra é que quem abandonou, será abandonado. Quem valorizou estranhos, será valorizado por estranhos. Quem amou e cuidou dos filhos, será cuidado por eles.

O amor não se cobra. Se dá

Amor não é algo que se cobra. É algo que se dá, como uma semente que, naturalmente, brotará e mostrará frutos. Pais que têm a consciência tranquila de que amaram o suficiente, não precisam se preocupar em cobrar amor de seus filhos.

O amor, simplesmente, germinou no coração deles. Quem não plantou, não terá o que colher, e qualquer cobrança será indevida. Há mães que abandonam, mas as pesquisas mostram que é uma minoria.

A ausência de amor paterno é mais frequente. Isso significa que não está havendo plantio e não haverá colheita. Um pai ausente hoje, será um idoso solitário, sem ter história para contar, sem exemplo a ser seguido, sem nada a receber de quem um dia esperou e cansou de esperar um amor que lhe foi conscientemente sonegado.

Pais que se divorciam de seus filhos, pais que não ligam, não visitam, não se importam, não cuidam, não amam sua descendência, jamais terão uma parede como a parede daquele chaveiro. Esse pai merece o meu respeito e aquela parede é o melhor diploma que um homem de valor pode receber e exibir.

Ele tem sido um pai de verdade e, por isso, tem colhido a experiência de formar filhos de verdade, filhos que sabem o que é o amor.

Fale com Deus agora e tome uma atitude, de hoje em diante, a partir do que você acabou de ler!

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