Certa vez, Jesus perguntou aos seus discípulos: quem dizem os homens que eu sou? E quem vocês dizem que eu sou? Ele não precisava da aprovação de ninguém, somente do Seu Pai e essa, Ele já tinha.
Mas é interessante percebermos que nós somos responsáveis pelo que vemos e achamos das pessoas e acabamos por receber delas baseado nessa percepção.
Pedro disse que Ele era o Cristo, filho de Deus e tornou-se um dos primeiros apóstolos da igreja primitiva deixando um legado para os cristãos de todas as épocas.
Já “os outros” achavam que Jesus era só mais um profeta como Elias foi e por isso tiveram Dele somente o que acharam. Tanto que, até hoje, os judeus o consideram assim, só um profeta. Mas nunca o viram e nem o receberam como Messias prometido por Deus.
Jesus não fez milagres em sua terra porque as pessoas o viam somente como o carpinteiro, filho de José. Ele ministrou ao coração de Maria enquanto Marta estava ocupada, pois Maria tinha expectativas diferentes em relação a Ele.
Portanto, nossa expectativa diante das pessoas acaba por torná-las aquilo que esperamos, mesmo que não seja essa a essência delas.
Existem pessoas que decidem nos ver como as piores pessoas e acabam por experimentar o pior de nós em suas mentes, distanciando-se da verdade!
O contrário também pode acontecer: muitas vezes, só esperamos coisas boas de alguém e, por mais que esse alguém não seja completamente bom, conseguimos enxergar apenas as qualidades, pois essa foi a expectativa gerada em nossos corações a respeito delas.
Não podemos nos deixar envolver pelas expectativas dos outros e precisamos viver a nossa essência em Deus, sem tentar provar o que somos para quem já tem uma opinião formada a nosso respeito e não tem o mínimo interesse em mudar de ideia, por motivações que talvez nunca conheceremos.
Precisamos entender e discernir a verdade de Deus, revelada pelo Seu Espírito sobre quem realmente somos.
Quando Paulo se converteu, Deus o via de uma maneira. Mas os Cristãos o viam como, ainda, um grande inimigo da Igreja. Deus tem a imagem exata de cada um de nós. Não podemos provar que somos bons para aqueles que já decidiram nos ver como maus.
Quanto às nossas expectativas em relação aos outros, mesmo sem perceber, de forma inconsciente, estamos recebendo de cada um aquilo que geramos em nossos corações a respeito deles.
Portanto, precisamos de discernimento e ter a mente de Cristo para ver as pessoas com a percepção Dele e abrir mão de nossa percepção embaçada pelas experiências, traumas, preconceitos e até mesmo pela religiosidade.
Fale com Deus agora e tome uma atitude, de hoje em diante, a partir do que você acabou de ler!
