Eu me preocupo com um cristianismo megalomaníaco que determina a forma como Deus deve agir na vida daqueles que são seus “servos”. Então, para combinar com a grandeza Dele, tudo tem que ser grande. Ele tem que chamar para as nações, tem que colocar entre os nobres, tem que dar carros e casas que sejam proporcionais as Suas muitas riquezas. Ele tem que dar um ministério de milhares de pessoas.
E é assim que o homem expõe suas pobres referências do que seria a grandeza de Deus! Representar um Deus grande requer somente obedecê-Lo em tudo. Foi assim que Jesus fez e é esse o parâmetro para quem realmente deseja servi-Lo.
Precisamos nos aprofundarmos no entendimento da Palavra para não corrermos atrás do vento achando que estamos cumprindo a vontade Dele. Você pode ser enviado a voltar para sua terra ao invés de sair dela, como foi o caso do endemoniado gadareno, após ser liberto. Ou você pode ser enviado para a cidade que conhece o seu passado e lá anunciar quem saciou sua sede para sempre como foi com a mulher samaritana após o encontro com Jesus na beira de um poço.
Você pode, simplesmente, abrir a sua casa para ser um lugar de anunciar a salvação como foi com Áquila e Priscila na Igreja primitiva. Sua missão não depende da repercussão vista por olhos humanos. Ela será sempre do tamanho da sua obediência a Quem lhe chamou.
Para onde Deus tem lhe chamado?
Se Ele lhe chamou para ganhar todas as nações, amém! Mas se foi para ganhar seus colegas de faculdade, você não será reconhecido como fiel se colocar suas energias em ganhar as nações. Nós temos instituído fórmulas e desempenhos que podem estar levando cristãos a competirem uns com os outros. Nenhum “quer ser cauda” e todos “querem ser cabeça” e estão dispostos a fazer qualquer coisa para destacarem-se. Isso faz com que a missão se torne um fim em si mesmo, quando é apenas um meio.
A bíblia não foi feita só de Paulos, mas de Estevãos. Existem pessoas que têm seus nomes registrados apenas uma vez, como Rode, a adolescente que orava pela libertação de Pedro e foi recebê-lo na porta quando ele, milagrosamente, foi retirado da grades.
O que dizer daqueles que nem mesmo o nome foi mencionado como o que forneceu o jumento para a entrada triunfal de Jesus, o que hospedou a última ceia em sua casa. Não importa o que estamos fazendo e nem quanta repercussão terá diante dos homens.
Nosso foco é ter a certeza de estarmos fazendo exatamente o que Deus nos manda fazer. Todos nós precisamos dar bons frutos e testemunhar o que Jesus fez em nossas próprias vidas. Ninguém é superior ou inferior em sua missão. A diferença está apenas nos que a obedecem e nos que a desobedecem.
Precisamos olhar nos olhos de Quem nos chamou e realizar a obra de forma excelente mesmo que ninguém esteja vendo! Precisamos ser iguais a Jesus e quem olhar para nós também diga: “eu quero ser igual ao Jesus que eu vejo em você!”
Fale com Deus agora e tome uma atitude, de hoje em diante, a partir do que você acabou de ler!
