Comprando a morte: os perigos do consumismo e a ilusão das necessidades criadas

Eu morei numa cidade cheia de necessidades e dificuldades. Mas mesmo com tanta pobreza, o havia um grande número de shoppings nela. Ao andar nos corredores de um deles, lembrei-me do que aprendi em psicologia no Marketing. 

O marketing tem como objetivo maior transformar um desejo em uma necessidade. Mas hoje, vou além. Aquilo que nem desejaríamos, se não fosse visto, torna-se algo de extrema necessidade, a ponto de, em não sendo satisfeita, gerar uma doença emocional profunda.

Tudo que os nossos olhos veem é um convite para comprar. Com poucas pessoas com poder de compra real, surgem dois subgrupos que tentam sobreviver a essa pressão:

O primeiro grupo é formado por uma parte da classe média, com seus cartões de crédito que entra num endividamento sem fim, causando quebra de relacionamentos, desespero e falência financeira e moral;

O segundo grupo é formado por uma parte da classe baixa que, enfeitiçada pelo que vê nas propagandas de TV e pelas vitrines, se entrega ao mundo do crime a fim de obter “coisas” que lhe deem significado, que lhe faça sentir-se importante perante a sociedade.

Em algumas pessoas, comprar gera um sentimento parecido com a droga, gera prazer e satisfação, mas que logo desaparece, dando lugar ao vazio e à solidão.

Nunca as coisas foram tão descartáveis! Antigamente, tínhamos um sofá que acompanhava a família atravessando gerações. Hoje, algumas casas já tiveram dezenas deles.

A ideia do capitalismo é gerar a necessidade de um novo carro, móveis novos a cada ano. Com isso, os recursos financeiros não são suficientes e todos precisam trabalhar muito, não tendo tempo para viver, para relacionar-se, nem mesmo para cuidar da saúde, gerando a necessidade de planos de saúde, seguros de vida, remédios e suplementos que possam manter os escravos do consumismo acordados e em pé a cada dia!

Onde vamos parar? Não há limites para os desejos do ser humano. As coisas estão ficando mais caras e mais descartáveis. A vida está ficando mais cara e mais vazia! Os escravos dos shoppings estão comprando o que nunca precisaram para obter um significado que nunca encontrarão!

O homem está autocentrado e ainda mais perdido! Antes, viver e ter uma casa própria, já era uma grande conquista. Hoje, temos que ter além. Enquanto isso, a morte emocional está patente nos consultórios psicológicos, nos divórcios, nos relacionamentos de desonra entre pais e filhos, nas doenças do corpo e da alma.

Satanás é especialista em transformar um desejo em uma necessidade. Assim ele fez com Eva quando a induziu a comer do fruto que ela não necessitava. Suas estratégias não mudam, mas, assim, como Eva, muitos de nós estamos nos encantando pelo que vemos e estamos caminhando para a morte.

“Duas coisas peço que me dês antes que eu morra: Mantém longe de mim a falsidade e a mentira; Não me dês nem pobreza nem riqueza; dá-me apenas o alimento necessário. Se não, tendo demais, eu te negaria e te deixaria, e diria: ‘Quem é o Senhor? ’ Se eu ficasse pobre, poderia vir a roubar, desonrando assim o nome do meu Deus. Provérbios 30:7-9

Fale com Deus agora e tome uma atitude, de hoje em diante, a partir do que você acabou de ler!

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