Continuando as reflexões, falaremos sobre essa tarefa de formar uma família onde DOIS se tornam UM e não duas metades se encontram e se tornam um.
Para tornar-se um com alguém, é preciso conhecer seus projetos e planos, analisar o que é comum e o que pode ser sinal de atrito no futuro.
Não há um ser perfeito e completo esperando por você do outro lado da rua. Mas o tempo de namoro serve para fazer cálculos, ponderações para que a decisão de estar juntos para sempre seja pesada em todos os aspectos e ambos estejam dispostos a pagar os preços devidos.
Lamentavelmente, o excesso de estímulo sexual, tem levado pessoas, inclusive cristãs, a acreditarem que o namoro é para se conhecer o corpo. Busca-se muito a “química” e se esquece do que é mais importante: conhecer os propósitos de cada um, seus pensamentos, seus princípios, suas motivações.
Observe a família de origem, como se relacionam, quais as prioridades, os princípios. Pois somos aquilo que vivemos em nosso lar de origem. Ser amigo, antes de ser amante, é sinal de que há possibilidades reais de um final feliz.
Ter com que se sustentar e um lugar para ficar a dois, após o casamento, são alicerces que podem minimizar os desgastes naturais do início.
Ter claros os papéis do homem e da mulher, numa família segundo os padrões divinos, com uma disposição para abandonar qualquer padrão contrário e abraçar os princípios divinos, é imprescindível para evitar frustrações futuras.
O exemplo de Cristo
O marido deve amar a esposa como Cristo amou a igreja, ou seja, abrir mão de sua própria vida para apresentar a sua esposa santa, imaculada, irrepreensível. Ele é o sacerdote. A esposa deve submeter-se ao marido, como o corpo se submete a Cristo.
Isso é reconhecer a autoridade do marido e comprometer-se em respeitá-la e se colocar à disposição daquilo que é importante para ele. É preciso muito diálogo. Detalhes que consideramos pouco importantes, nessa fase devem ser valorizados, tais como: quantos filhos terá? Como será a rotina? Quais os critérios para resolver os conflitos?
O que é importante para cada um para se obter um ambiente agradável no lar? Num projeto para vida inteira, todo detalhe é importante. Após a decisão, lembre-se que o sonho do dia do casamento não pode custar o pesadelo dos meses após o casamento. Estar preparado para os choques também é um sinal de maturidade. Prepare-se para as podas.
O dia do grande “SIM” deve ser mais do que luzes e flores, deve ser um dia profético em que ambos estarão renunciando a si mesmos para viver um novo e único ser. Ambos estarão jurando diante de Deus, de familiares, testemunhas e amigos que estarão juntos até a morte. Ambos estarão, conscientemente, declarando que todos os imprevistos como a doença, a pobreza, não serão suficientes para fazê-los voltarem atrás.
O dia do casamento é marcado por uma aliança de compromisso e quando os sentimentos forem passear, o compromisso deve estar bem latente nos dois corações, até que novos e, cada dia mais sólidos sentimentos retornem, renovando a esperança de que é possível sim, viver um casamento segundo o coração de Deus!
Fale com Deus agora e tome uma atitude, de hoje em diante, a partir do que você acabou de ler!
