Arquivo de Trabalhos em jornalismo - palavrasdeadrianagarcia https://palavrasdeadrianagarcia.com/category/trabalhos-em-jornalismo/ Thu, 22 May 2025 18:31:58 +0000 pt-BR hourly 1 https://palavrasdeadrianagarcia.com/wp-content/uploads/2025/05/cropped-favicon-palavras-32x32.webp Arquivo de Trabalhos em jornalismo - palavrasdeadrianagarcia https://palavrasdeadrianagarcia.com/category/trabalhos-em-jornalismo/ 32 32 Ser jornalista é amar contar histórias https://palavrasdeadrianagarcia.com/ser-jornalista-e-amar-contar-historias/ https://palavrasdeadrianagarcia.com/ser-jornalista-e-amar-contar-historias/#respond Mon, 19 May 2025 14:39:48 +0000 https://palavrasdeadrianagarcia.com/?p=743 Gostaria de compartilhar com você uma linda reportagem que fiz meses atrás, contando essa linda história de amor Cerimônia indígena […]

O post Ser jornalista é amar contar histórias apareceu primeiro em palavrasdeadrianagarcia.

]]>
Gostaria de compartilhar com você uma linda reportagem que fiz meses atrás, contando essa linda história de amor

Cerimônia indígena que uniu uma amapaense e um alemão dá fim à negação e à vergonha da própria origem

Em Agosto deste ano, Hanne Pires da Silva, 31 anos, amapaense, de Serra do Navio e descendente de indigenas, casou com o alemão Nico Paul, 36 anos. O enlace aconteceu onde a noiva passou parte da sua infância, no Curicaca, distrito do município de Itaubal do Piririm, distante 87km da capital, Macapá.

O que seria um simples casamento, acabou mudando completamente a visão de mundo da Hanne, que passou a vida inteira fugindo de suas origens. O episódio tomou conta da imprensa na Alemanha e, desde então, o casal tem sido muito procurado para dar entrevistas.

Hanne no Brasil

Hanne é filha de Ana Pires, saiu do Amapá aos 11 anos, para morar no Paraná e nunca mais voltou. Em busca de melhores condições de vida e educação, ela se formou em Violino pela Faculdade de Belas Artes naquele estado e quase se formou em artes.

Sua trajetória numa cultura diferente, com descendentes, inclusive, de alemães, não foi fácil. Devido seus traços físicos e a cor de sua pele diferente das demais crianças, era chamada de “índia burra e preguiçosa”, tinha apelidos pejorativos como “nariz de porco” e diziam que a pele dela era suja, por isso tinha “aquela cor”. Por causa dessas experiências, ela tinha vergonha de ter qualquer característica indígena.

Nessa fuga de suas origens, mesmo tendo um déficit de aprendizagem, a violinista amapaense sempre quis falar outros idiomas, sempre quis ser outra pessoa, de outra cultura. Aprendeu Japonês, Coreano, Inglês e Alemão, menos o idioma de seus ascendentes indígenas.

Hanne teve vários relacionamentos, quase chegando a casar e, em geral, com rapazes de outros países, o que parecia ser a continuidade da negação de suas origens amazônicas. “Quando você escuta que indígena é preguiçoso e burro, você não quer se identificar com isso”, disse Hanne.

Hanne na Alemanha

Há seis anos, Hanne mora na Alemanha onde fez faculdade e se formou em pedagogia e hoje trabalha nesta área. Lá, ela encontrou o alemão Nico. Eles casaram-se na Dinamarca que é o país onde estrangeiros casam sem estresse, com rapidez e sem as inúmeras taxas, burocracias e carimbos exigidos na Alemanha.

Nico quis conhecer as raízes de Hanne, quis mergulhar um pouco nelas, já que Hanne fez isso na cultura e no país dele. Assim surgiu a ideia de vir para o Amapá e fazer a cerimônia de casamento indígena.

A busca por valor não estava longe. Estava onde tudo começou. Hanne e Nico provaram a beleza da unidade, mesmo nas diferenças culturais e étnicas.

Cacique Guisel Marwono fez a cerimônia. Mergulhar no universo do outro torna a vida mais leve e harmônica

Jornal na Alemanha conta história do casamento realizado por cacique na Amazônia brasileira

O encantamento com a sua própria cultura

A festa aconteceu na casa da tia da Hanne e contou com a participação de integrantes da aldeia Galibi Marwono que passaram 24h viajando para chegar ao local. O tecido da roupa dos noivos foi comprado um dia antes.

A artesã Zuleika Marwono foi quem passou seis meses preparando as joias feitas de sementes da floresta, costurou as roupas e também fez a pintura corporal no dia da cerimônia.

O enlace foi celebrado pelo cacique Guisel Marwono e teve a participação do cacique tradutor Enzo Marwono, sendo celebrado nas três línguas: português, alemão e indígena. Hanne conta que seu esposo passou seis meses estudando português básico para conversar, pessoalmente, com a sogra dele.

Para o alemão Nico Paul, o casamento feito no Amapá teve muito mais valor do que o que foi feito na Dinamarca, de tão significativo e emocionante. Até hoje, ele se arrepia quando lembra. Ele disse que o evento teve o poder de arrancar do coração da Hanne todo esse desejo de fuga de suas origens e colocou tudo no seu devido lugar.

Nico teve oportunidade de mergulhar no mesmo rio que Hanne tomava banho quando criança e conhecer a cultura dela de perto. Ficou tão impressionado com tudo, que praticamente, não conheceu a capital, pois quis passar os quatro dias de estadia no distrito de Curicaca. Em sua passagem por Macapá, um sonho realizado foi tomar o açaí contemplando o imenso Rio Amazonas. Ele também amou conhecer o Curiaú.

Momentos da cerimônia

Dentre as muitas palavras ditas pelo Cacique Guisel, a Hanne relatou um trecho que, para ela e seu marido, será inesquecível: “ Hanne, você cresceu, entrou no rio, nadou, nadou, e no meio do rio, você encontrou vários rapazes, mas nenhum lhe encantou. Então você encontrou o Nico, se encantou e saíram do rio juntos para o seu destino. “ Nico, você cresceu, entrou no rio, nadou, nadou, e no meio do rio, você encontrou várias moças, mas nenhuma lhe encantou. Então você encontrou a Hanne, se encantou e saíram do rio juntos para o seu destino. Agora os dois são um só. Hanne, você é o pai e a mãe do Nico. Nico, você é o pai e a mãe da Hanne”.

Ao contar isso, Hanne se emociona, pois, para o seu povo, o rio é a estrada, o rio é o caminho, é onde seu povo faz sua jornada. Ela diz que o casamento entre uma descendente de indigenas e um alemão foi um encantamento cultural, e não um choque.

No lugar da vergonha, honra

Para Hanne, foi um reencontro consigo mesma, ou porque não dizer: um encontro consigo mesma, já que ela passou três décadas negando suas origens e indo para o mais longe possível delas.

Num ambiente sem luxo, no meio do seu povo, ela entendeu a sua identidade e vive, até hoje, uma experiência de aceitação. “Hoje, eu passei a valorizar quem eu sou, de onde eu vim. Amo meu Estado, minha terra. Amo a Amazônia. Ela está em mim e eu nela. Posso ver a cultura do meu povo em tudo. Tudo está conectado: a culinária, as plantas medicinais, as verdadeiras joias feitas de sementes da floresta viva da Amazônia. A nossa região é vista pelo mundo todo como um paraíso” disse a amapaense.

“Já me senti perdida e quis me conectar com outras culturas , agora me sinto tão completa! Estou muito feliz de ter o meu nariz, meu cabelo e minha cor de pele” conta, emocionada. A história do seu casamento feito por caciques indígenas no meio da floresta amazônica, tem causado uma repercussão muito grande na Alemanha. Todos se admiram e estão encantados.

Então, para ela, seu casamento fez nascer um orgulho incrível de onde ela veio. A vergonha sumiu. Não há motivos para se esconder. Numa linguagem bem popular, a história da Hanne prova que o jogo pode virar, que o mundo gira, e que a criança que um dia foi rejeitada numa turma de escola entre descendentes de alemães, hoje é honrada dentro da Alemanha e leva para onde vai o nome do Amapá, da Amazônia, do Brasil.

Reportagem de Adriana Garcia

Se a sua vida merece ser contada num livro ou numa reportagem, estou aqui para dar voz à sua história. Será uma honra eternizá-la com sensibilidade e excelência. Fale comigo e vamos começar juntos essa jornada!

O post Ser jornalista é amar contar histórias apareceu primeiro em palavrasdeadrianagarcia.

]]>
https://palavrasdeadrianagarcia.com/ser-jornalista-e-amar-contar-historias/feed/ 0 743
O Que dizem sobre o meu trabalho https://palavrasdeadrianagarcia.com/o-que-dizem-sobre-o-meu-traballho/ https://palavrasdeadrianagarcia.com/o-que-dizem-sobre-o-meu-traballho/#comments Thu, 15 May 2025 18:05:16 +0000 https://palavrasdeadrianagarcia.com/?p=193 Jornalismo e Escrita com Propósito Ao longo da minha caminhada como jornalista e escritora, tive o privilégio de cruzar caminhos […]

O post O Que dizem sobre o meu trabalho apareceu primeiro em palavrasdeadrianagarcia.

]]>

Jornalismo e Escrita com Propósito

Ao longo da minha caminhada como jornalista e escritora, tive o privilégio de cruzar caminhos com pessoas, projetos e histórias que me marcaram profundamente. Cada texto escrito, cada reportagem realizada e cada livro publicado carregam mais do que palavras — carregam intenção, verdade e propósito.

Neste espaço, partilho alguns depoimentos de quem já foi tocado, ajudado ou inspirado pelo meu trabalho. São palavras que me encorajam a continuar a missão de comunicar com fé, responsabilidade e amor ao próximo.

Porque quando a palavra encontra um coração disposto, ela transforma. E é isso que procuro fazer: comunicar para edificar vidas.

Para ver outras avaliações, acesse o link abaixo:

O post O Que dizem sobre o meu trabalho apareceu primeiro em palavrasdeadrianagarcia.

]]>
https://palavrasdeadrianagarcia.com/o-que-dizem-sobre-o-meu-traballho/feed/ 2 193
A Campanha inesquecível: O meu livro sobre política e bastidores de eleições https://palavrasdeadrianagarcia.com/a-campanha-inesquecivel/ https://palavrasdeadrianagarcia.com/a-campanha-inesquecivel/#respond Thu, 15 May 2025 17:55:38 +0000 https://palavrasdeadrianagarcia.com/?p=182 Conheça o meu último livro publicado A política é feita de estratégias, emoções, erros e vitórias — mas, acima de […]

O post A Campanha inesquecível: O meu livro sobre política e bastidores de eleições apareceu primeiro em palavrasdeadrianagarcia.

]]>

Conheça o meu último livro publicado

A política é feita de estratégias, emoções, erros e vitórias — mas, acima de tudo, de pessoas.
A Campanha Inesquecível é um livro que escrevi com o coração de quem viveu os bastidores de uma eleição marcante e com o olhar jornalístico de quem procura compreender e relatar a verdade dos fatos.

Neste livro, partilho episódios reais, lições intensas e momentos que revelam o lado mais humano — e por vezes invisível — da política. Não é apenas uma história de campanha. É um testemunho sobre escolhas, lideranças, comunicação e fé em tempos de decisão.

Se lhe interessam os meandros da política, a força das palavras e o impacto da verdade, esta leitura é para você.

Indispensável para quem deseja encarar o desafio

O livro é um manual

É preciso mais do que boas intenções e muitos amigos apoiando,

A política não é para amadores

Mesmo fazendo tudo que aprendi, na prática, a teoria é outra.

Os bastidores de um campanha que foi divisor de águas em minha vida

As peculiaridades

Sobre fazer campanha no Amapá

Disponível apenas na versão digital. Adquira o seu agora mesmo pelo link abaixo

O post A Campanha inesquecível: O meu livro sobre política e bastidores de eleições apareceu primeiro em palavrasdeadrianagarcia.

]]>
https://palavrasdeadrianagarcia.com/a-campanha-inesquecivel/feed/ 0 182
Jornalismo com propósito: Entenda a força de informar com verdade https://palavrasdeadrianagarcia.com/jornalismo-com-proposito-entenda-a-forca-de-informar-com-verdade/ https://palavrasdeadrianagarcia.com/jornalismo-com-proposito-entenda-a-forca-de-informar-com-verdade/#respond Thu, 15 May 2025 17:51:40 +0000 https://palavrasdeadrianagarcia.com/?p=180 O cliente decide qual jornalismo prestigiar O jornalismo transcende a simples notícia de fatos. Ele possui o poder de informar, […]

O post Jornalismo com propósito: Entenda a força de informar com verdade apareceu primeiro em palavrasdeadrianagarcia.

]]>

O cliente decide qual jornalismo prestigiar

O jornalismo transcende a simples notícia de fatos. Ele possui o poder de informar, educar, estimular a reflexão e amplificar a voz daqueles que frequentemente são silenciados. Desde que escolhi esta profissão, encaro cada reportagem, entrevista e artigo como uma missão: comunicar com responsabilidade, ética e verdade.

Neste post, quero compartilhar com você minha visão sobre o jornalismo — uma visão guiada pela fé, pelo compromisso com a verdade e pela paixão de ajudar pessoas por meio da palavra. Informar com propósito é, para mim, uma maneira de servir.

Infelizmente, nos últimos anos, essa profissão fundamental para o equilíbrio social tem servido a uma única agenda global, transformando a comunicação em uma arma letal, em vez de um instrumento de redenção por meio da informação verdadeira. Por isso, acredito ser essencial colocar o jornalismo em destaque.

Entre diversas distorções que surgem, a pior é quando o profissional de imprensa se torna notícia e meme ao servir a uma agenda ideológica, negando a realidade dos fatos e, indiretamente, tratando leitores, ouvintes e telespectadores como incapazes de compreender a verdade.

Em todas as épocas, a comunicação é um dos pilares fundamentais da sociedade. Quando ela se corrompe, a sociedade também se deteriora. O bom jornalismo está sempre a serviço da verdadeira democracia, da liberdade e da verdade, tendo desempenhado, inúmeras vezes, o papel essencial de proteger países contra o avanço de ditaduras.

Por outro lado, o oposto também é verdadeiro: para que uma ditadura se instale, é crucial a colaboração do mau profissional de imprensa, que coloca sua ideologia e interesses pessoais acima da essência do jornalismo — o poder de expressar-se, de ler e de relatar a realidade.

Em todas as profissões ocorre uma certa deterioração, e o jornalismo não é exceção. No entanto, há um grupo resistindo, do qual faço parte. Embora sejamos minoria, se a sociedade reconhecer e valorizar essa resistência, a imprensa de qualidade e a própria sociedade poderão reagir e seguir princípios fundamentais indispensáveis para a sobrevivência das civilizações.

Meu compromisso é respeitar o leitor, ouvinte e telespectador, oferecendo um serviço de qualidade e relevância pública. Reflita comigo: você não pode estar em todos os lugares nem acompanhar todas as programações importantes da sua cidade, estado e nação. Porém, por meio de uma cobertura jornalística rigorosa, que traz até você os acontecimentos nos locais onde não pôde estar, você se mantém informado e, como cidadão, desenvolve uma consciência clara sobre o que acontece ao seu redor.

Outro aspecto de grande importância é que o bom jornalismo oferece informações que auxiliam na tomada de decisões. Muitas vezes, não percebemos o quanto uma informação influenciou o rumo da nossa vida. Quando ela é verdadeira, proporciona a confiança necessária para fazer escolhas acertadas. Já a informação falsa nos coloca em risco.

Manter você bem informado(a) com matérias, reportagens e entrevistas, além de estimular a reflexão e a tomada de decisões conscientes por meio de artigos de opinião, é a minha principal missão no jornalismo.

Espero contar com a sua companhia no meu site de notícias Conservador News e com sua parceria ao apoiar aqueles que arriscam suas vidas para continuar dizendo a verdade, mesmo que ela vá contra a opinião da maioria.

Nas matérias jornalísticas:

Objetividade e verdade

Nos artigos de opinião:

Sanidade e coerência

E em tudo:

Respeito ao cliente

Um texto de utilidade pública

O jornalismo informativo deve ser isento, imparcial e fundamentar-se nos fatos, ouvindo todas as partes envolvidas sempre que possível. Na prática diária, nem sempre é viável ouvir todos os lados e produzir uma reportagem completa. Por isso, existem o jornalismo semanal em revistas e programas de domingo, que permitem uma análise mais aprofundada.

O sustento financeiro de um jornal vem da área comercial, mas, em uma verdadeira democracia, essas duas esferas precisam ser independentes para garantir que o leitor, ouvinte, telespectador e internauta tenham seu direito à informação assegurado. Diante de uma notícia, quem deve formar opinião é o receptor, não quem a transmite.

Existe também o jornalismo especializado, como o econômico, que demanda do jornalista habilidades que vão além da escrita e da fala, incluindo pesquisa aprofundada, análise de dados e a capacidade de transformar termos técnicos em uma linguagem clara e acessível ao público.

O trabalho de edição, especialmente na criação dos títulos, deve ser o mais imparcial possível, apresentando informações objetivas e sem opiniões, embora isso seja um desafio devido à subjetividade natural de cada profissional. Cada pessoa interpreta um mesmo fato de forma distinta.

No jornalismo opinativo, destaca-se a linha editorial do veículo de comunicação, que está diretamente vinculada à área comercial. Esse tipo de jornalismo é relevante, e o público pode optar por acreditar nele, pois expressa claramente uma opinião.

Atualmente, estamos sendo desinformados com intensidade crescente, pois aquilo que deveria se restringir ao jornalismo opinativo tem invadido todas as áreas do jornalismo, contaminando, distorcendo e manipulando a notícia — a verdadeira obra-prima do jornalismo.

A notícia deve ser preservada, e o processo de descobri-la e divulgá-la precisa respeitar rigorosamente os princípios jornalísticos, especialmente a busca pela verdade mais próxima dos fatos. A interferência comercial nos meios de comunicação tem ultrapassado todos os limites, levando muitos jornalistas a abandonarem a ética, a moral e até o próprio jornalismo — um campo essencial para a manutenção de uma democracia saudável.

Esses profissionais acabam se tornando instrumentos de desinformação, servindo aos interesses do mercado e à proteção de seus empregos. Deixam de refletir e de estimular o pensamento crítico nas pessoas, abandonando a essência para a qual foram formados. Em um paralelo, o jornalista se assemelha a um médico que, ao invés de aplicar remédio para curar, injeta veneno para destruir o paciente.

Este veneno é cuidadosamente elaborado. A agenda setting é responsável por definir os temas do dia. Antes, havia critérios claros para essa seleção, como o grau de noticiabilidade e a utilidade pública. Hoje, de forma aberta, o que domina essa agenda são os interesses políticos e comerciais dos meios de comunicação.

Além de escolher os temas abordados e a forma como serão apresentados, também determinam a duração de cada assunto e avaliam a repercussão comercial e política de cada ação. A notícia e o fato perdem importância, pois o principal objetivo é alcançar metas que beneficiem a empresa jornalística.

Com o avanço das redes sociais e o crescimento do jornalismo independente e inovador, as grandes empresas de comunicação enfrentam crescente descrédito. Aqueles que deveriam preservar os princípios éticos do jornalismo acabam se tornando fontes oficiais de fake news, acusando milhares de jornalistas de rede das mesmas práticas que elas próprias adotam.

A busca por um jornalismo imparcial é, na verdade, um enfrentamento da subjetividade inerente ao pensamento humano. Essa batalha é essencial para garantir a maior fidelidade possível aos fatos, permitindo que o público tenha a liberdade de formar seus próprios julgamentos a partir de notícias apresentadas da maneira mais objetiva possível.

O jornalismo opinativo se manifesta até mesmo no olhar, no tom de voz e na ordem em que os temas são organizados em cada edição, o que enfraquece a democracia. Não escolhi o jornalismo para pensar pelas pessoas, mas para ajudá-las a pensar por si mesmas!

Adriana Garcia.

Jornalista.

O post Jornalismo com propósito: Entenda a força de informar com verdade apareceu primeiro em palavrasdeadrianagarcia.

]]>
https://palavrasdeadrianagarcia.com/jornalismo-com-proposito-entenda-a-forca-de-informar-com-verdade/feed/ 0 180