Continuando as reflexões sobre família, chegamos ao momento em que o tempo não volta. Você concluiu que aquela pessoa era a mais bonita, a mais inteligente, a mais amável, a mais tudo o que você tanto procurava.
Não houve pressão, você não foi obrigado a casar-se, não tinha uma arma na sua cabeça. Foi uma decisão consciente, com bastante tempo para ponderar. A construção da família é um projeto divino. E como tal, os critérios para seu sucesso não podem ser puramente mundanos, baseados em fantasias de novelas.
Infelizmente, a visão romântica e fantasiosa do casamento tem sido uma das maiores causas de frustrações e divórcios. Me admira que cristãos, com o manual desse projeto chamado bíblia, estejam tão distantes de segui-lo, e buscam estratégias diabólicas para “manterem” suas famílias.
O momento do “sim” para exatamente aquela pessoa, significa que, por mais que exista outras pessoas mais bonitas, mais ricas, mais inteligentes, só terei olhos para aquela pessoa que, livremente selecionei e escolhi.
Casamento – o nascer de uma família. Mas para que ela serve? No Velho Testamento Deixar o homem pai e mãe e unir-se à sua mulher e tornarem-se uma só carne. Isso é um processo doloroso que exige mudanças e amadurecimento.
DEIXAR a estrutura anterior com todas as suas implicações, UNIR-SE a um outro ser, divinamente planejado para ser diferente, outro gênero. E chegar a um grau de intimidade tal que TORNAR-SE uma só carne com a mulher será inevitável, e cujo processo de fusão é impossível de ser desfeito.
Cristo e a igreja
No Novo Testamento, amor sacrificial do homem, como Cristo amou a igreja e submissão em amor da mulher. Onde há romantismo nisso? Essas palavras se constituem num grande e diário desafio que as novelas não ensinam a enfrentar. Construir uma família é a missão mais nobre e mais difícil de um ser humano.
É nela que os valores de Deus serão repassados ou ignorados. Nela, os papéis do homem e da mulher serão definidos, trazendo a sexualidade sadia para os filhos. Nela, a paternidade saudável será de fundamental importância para aproximar a geração seguinte de Deus, que se apresenta como pai.
Mas, lamentavelmente, a orfandade tem trazido ao mundo uma geração que não reconhece e até rejeita a paternidade de Deus. Na família, a Palavra de Deus é inculcada, diariamente. Nela, deveria acontecer a terapia do “uns aos outros”: exortar, ensinar, consolar, perdoar, orar.
É um laboratório vivo onde devemos exercer os princípios de relações humanas orientados pela Palavra. Por isso, cuidar da família deve ser o nosso maior ministério. Colocar as bases sólidas e torná-lo indissolúvel em nossa própria história, é a nossa maior vitória e é a maior herança que podemos deixar para as próximas gerações.
Casar-se é a maior oportunidade de crescimento que Deus nos dá. É onde devem acontecer as maiores e melhores transformações do nosso interior. Entender as bases dessa estrutura e decidir colocá-las como prioridade, é o que vai garantir o sucesso desse projeto desafiador.
Fale com Deus agora e tome uma atitude, de hoje em diante, a partir do que você acabou de ler!
