Amizade verdadeira x amizade por conveniência: a coragem de falar a verdade

 Se a sua amizade é por conveniência, você fará qualquer coisa para mantê-la, até ficar em silêncio diante dos graves erros de seu amigo. Mas se a sua amizade é verdadeira, você fará qualquer coisa para ser amigo, inclusive confrontar os erros do seu amigo, arriscando perder a amizade por tentar ser verdadeiro amigo.

Tudo parece muito filosófico, mas não é. É prático demais. Você sabe o quanto a pessoa está errando, está perdida, está enganada, mas é confortável silenciar e fazer de conta que está tudo bem. Sim, a conveniência diz que você não deve se envolver, que você, simplesmente, deve tocar o barco, se encontrar, descontrair, mas aquele a quem você chama de amigo não se corrige, não muda, e nem mesmo acha que precisa, porque o famoso “tapinha no ombro” não lhe falta.

O famoso “Deus te abençoe” não falta, mesmo num contexto vergonhoso de pecado e crueldade. Não faltam curtidas e mesa farta de comida, mas está em falta a sinceridade que pode salvar uma vida, uma história. Falta a franqueza de conversar coisas profundas, falta a coragem de perder para ganhar. Uma amizade em que se evita falar a verdade, não passa de uma farsa.

Estamos vivendo tempos tão difíceis que já nem dá para saber o que é ser e ter amigo. Vamos nos tornando apenas cúmplices sei lá de quê. Ninguém se conhece mais, os personagens saíram das telas de TVs e somos todos nós? Quem somos, então? O que é isso que se chama mundo? Como conseguimos chamar alguém de amigo e não o amar o suficiente para corrigi-lo? Dizer o que ele precisa ouvir para mudar, e não o que ele quer ouvir e continuar a mesma e lamentável pessoa?

Ainda quero acreditar que amizade serve para nos afiar, nos melhorar, nos evoluir como seres humanos. Não é apenas um cenário para tirar fotos e postar, não é apenas para rachar a conta de um restaurante com alguém.

Não é jogar conversa fora a respeito de terceiros. É falar de nossas lutas e encontrar apoio onde estamos acertando, e confronto onde estamos errando. É travar uma batalha onde a verdade está acima de qualquer coisa e onde ela sempre vale a pena, ainda que a amizade acabe.

Pois como descrever uma amizade baseada em mentiras, apenas em trocas de elogios como se tudo estivesse bem? Não! Recuso-me a adaptar-me a essa modernidade onde temos tantos amigos, e ao mesmo tempo, não temos nenhum.

Recuso-me a pensar que ser amigo é continuarmos os mesmos, mesmo que isso nos faça tão mal e sermos aprovados quando os nossos atos deveriam assinar a nossa reprovação. E quem consegue amar a ponto de nos reprovar? Quem ainda consegue amar e disciplinar? Quem consegue ser amigo de verdade num mundo de conveniências?

Desafie-se a ser verdadeiro com seu amigo, e se a amizade acabar, na verdade o que acabou foi a farsa! Provérbios 27:6 diz: ” Leais são as feridas feitas pelo amigo”.

Fale com Deus agora e tome uma atitude, de hoje em diante, a partir do que você acabou de ler!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima